Hoje vivemos na era da beleza, a busca por ela cresce cada vez mais. Os padrões de beleza são ditados e modificados à sociedade através da mídia. Essas definições da “perfeita” estética corporal, reforçam o consumismo no mercado capitalista.
As mulheres são as que mais procuram essa estética perfeita e não medem esforços para alcançá-la. Além da mente sã, também desejam ter o corpo bonito e para isso utilizam as academias de ginástica, clínicas de estética e alimentos vitamínicos e saudáveis.
Revistas, jornais, comerciais, concursos de beleza, novelas e programas em geral, ajudam a difundir essa visão da mulher perfeita que todos almejam. Para alguns a beleza passou a ser uma conquista, em que é necessário investir muito dinheiro e tempo para alcançá-la.
Juliana Nassar é uma dessas mulheres que estão em busca constante de sua satisfação pessoal. Ela gasta mais de 600 reais mensais com produtos de beleza, depilação, academia, massagem e suplementos vitamínicos, e nestes gastos não estão incluído as roupas porque não é todo mês que as compra. “Faço isso para manter meu cabelo bonito, já que as químicas e o vento estragam muito meu cabelo” diz Juliana, que faz questão de manter-se bonita, cuidando do cabelo, do corpo e de sua saúde.
A dona de salão de beleza Jaqueline Brito, tem clientes das mais variadas classes sociais, ela vê um ponto em comum entre suas clientes, o desejo de se sentirem bonitas e bem tratadas. “Tenho clientes que gastam de 60 a 300 reais mensais em meu salão. Essas que gastam mais, eu percebo que são as pessoas que pagam para estarem bonitas sem se preocupar com valores. Sendo assim uma busca constante de estar em uma estética padrão que elas almejam” diz Jaqueline.
Essa determinação por sentir-se bem é saudável e estimulante. Porém deve haver um cuidado para não ocorrer uma inversão de valores, confundindo o “corpo perfeito” com felicidade. E não esquecer de preservar sempre a ternura e autoconfiança que as tornam belas.

